Castelete Sempre

"Este avantajado gigante...é a alta e poderosa muralha natural que defende a Vila das grandes e furiosas tempestades..." Alberto P.Lemos "Pedras Negras"

Nome: Jose Augusto Soares

Quarta-feira, Dezembro 30, 2009

Ano Novo com Antero


Hino à Razão

“Razão, irmã do Amor e da Justiça,
Mais uma vez escuta a minha prece.
É a voz dum coração que te apetece,
D’uma alma livre, só a ti submissa.

Por ti, é que a poeira movediça
De astros e sóis e mundos permanece;
E é por ti que a virtude prevalece,
E a flor do heroísmo medra e viça.

Por ti, na arena trágica, as nações
Buscam a liberdade, entre clarões;
E os que olham o futuro e cismam, mudos,

Por ti, podem sofrer e não se abatem,
Mãe de filhos robustos, que combatem
Tendo o teu nome escrito em seus escudos!”


Esperando que a Razão impere, desejo a todos um bom 2010!

Quarta-feira, Dezembro 23, 2009

Natal com Natália (4)

Desejo um Bom Natal.


“As crianças viravam as folhas
dos dias enevoados
e da página do Natal
nasciam os montes prateados

da infância. Intérmina, a mãe
fazia o bolo unido e quente
da noite na boca das crianças
acordadas de repente.

Torres e ovelhas de barro
que do armário saíam
para formar a cidade
onde o menino nascia.

Menino pronunciado
como uma palavra vagarosa
que terminava numa cruz
e começava numa rosa.

Natal bordado por tias
que teciam com seus dedos
estradas que então havia
para a capital dos brinquedos.

E as crianças com a tinta invisível
do medo de serem futuro
escreviam os seus pedidos
no muro que dava para o impossível,

chão de estrelas onde dançavam
a sua louca identidade
de serem no dicionário
da dor futura : saudade.”

Sábado, Dezembro 19, 2009

Meditar com Alegre (3)



“Dentro de cada imagem há outra imagem
e a terra treme ainda que não trema
e até mesmo o silêncio é linguagem
e as pedras são as pedras do poema.

No ar que se respira há um perfume
e a terra é como página já escrita
onde a palavra pulsa e me reúne
para dizer a Ilha nunca dita.

Sabe a primeira vez e a nunca visto
eu olho e não resisto à tentação
há música no ar e o Pico é isto
um poema que está feito e passo à mão.”

Domingo, Dezembro 13, 2009

Outrora (6)



Esta fotografia, que terá à volta de um século, está exposta no bar do Salão da Silveira, em lugar de merecido destaque.
Sempre que lá entro, olho-a. Melhor, admiro-a.
Retrata, de forma bem clara, a dureza da vida de um povo em épocas negras como o basalto picaroto, de tudo carente, abandonado à sua (pouca) sorte, desprotegido de bens e serviços, mas lutando, sempre, com denodo e perseverança, pela sobrevivência.
Estes homens e estas mulheres iam diariamente, a pé, com sol ou chuva, duas vezes ao “mato”, buscar o leite, absolutamente fundamental para a sua subsistência.
Têmpera que desapareceu.
São dignos da nossa admiração. Total.

Terça-feira, Dezembro 08, 2009

1969


No "Diário de Notícias" de 11 de Dezembro de 1969, podemos encontrar este anúncio, da firma "J.A. da Costa Pina, Lda".
Recordo bem que, nessa época, no Continente, praticamente ninguém conhecia, e ainda menos consumia, o verdelho do Pico.
Passaram 40 anos, e pergunto-me se a situação se mantém, mas não encontro resposta satisfatória...
Um pormenor: reparem que o texto refere "Ilha do Pico (Açores)", entendendo-se que era necessário localizar a Ilha para obstar à ignorância geográfica reinante à época. A qual, salvo melhor opinião, é ainda maior nos nossos dias...

Domingo, Novembro 29, 2009

Os Meus (1)


Tenho por esta fotografia um natural afecto.
Facilmente explicável.
A menina ao centro, que nasceu em 1900 e morreu em 1966, é minha avó, Maria Xavier.
Os pais, divertidamente colocados em posições simétricas, tal como os irmãos.
Meu bisavô Manuel Xavier Bettencourt (1859-1927) e bisavó Maria Júlia (1859-1946).
Os meus tios-avôs Jaime (à esquerda, 1893 -?)) e Gil (1896-1988), representantes de outros 6 irmãos, alguns dos quais falecidos com pouca idade.

Lajes, nos primeiros anos do século XX.

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

Verde Azul (5)


(Fotografia de Agosto 2008)

01 Montanha do meu...